ERASTO GURGEL BANHOS viveu intensa e alegremente de 1919 a 1991. Meus agradecimentos especiais à D. Odete (viúva) e aos filh@s Celia, Nice, Vavá e Eliton Banhos que, amorosamente, cederam material e depoimentos valiosos para o blog.
O blog é em homenagem à vida e à obra deste grande ser humano que há 20 anos foi brincar em outras paragens, à beira d'água. Viva o Palhaço Alecrim, Viva Erasto Banhos, sempre!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Palhaço Alecrim e sua contribuição para o imaginário da cultura popular amazônica

Folia em São Caetano de Odivelas


Silvia Sueli Santos da Silva, do IFPA, apresentou no VI Colóquio Internacional de Etnocenologia , o artigo  O Pierrô e a máscara:  a espetacularidade do corpo cômico no Boi de São Caetano de Odivelas, onde descreve o Pierrô, personagem mascarado da brincadeira de boi da cidade de São Caetano de Odivelas e as interfaces desse com os múltiplos corpos cômicos que  ele traz em sua espetacularidade, do palhaço ao performer de rua. 
Na página 451 ela fala da influência que tiveram as caravanas de circos que transitaram pelo interior do Pará e os programas de auditório apresentados pelos palhaços Alecrim e Nequiho. Confira aí:
  
"O vestuário do personagem odivelense é composto por um largo macacão de 
cetim, todo costurado com listas verticais em cores alternadas, lembrando as vestes dos 
palhaços".  A leveza do tecido torna os gestos mais livres dentro da roupa, permitindo .
maior amplitude de expressão aos braços e às pernas, de modo que isto é manifesto nos 
passos básicos da coreografia repetida pelos pierrôs.

" A figura do palhaço que povoa o imaginário amazônico desde o começo do século XX 
apresenta como contribuição matricial as caravanas  de circos que transitavam pelo interior 
paraense e que se popularizaram na década de 60 com os palhaços dos programas de auditório, dentre os quais foi notável o personagem de Erasto Banhos, o “Alecrim da Beira do Rio”. Ele foi o primeiro palhaço a fazer sucesso na televisão paraense. Consagrou-se com seu programa de auditório “Clube do Garoto”, ao lado de seu companheiro “Nequinho”, com quem formava a dupla de clowns: o branco (Alecrim) e o augusto (Nequinho). 

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